JOAQUIM PIRES

Nascido em 1952 em Darque, Viana do Castelo, onde ainda reside, Joaquim Pires trabalhou toda a sua vida como pescador. Desde cedo revelou uma veia criativa acentuada, construindo figuras a partir de materiais que ia encontrando à sua volta; mas é apenas após a reforma que começa a dedicar-se de modo consistente à criação de esculturas. Num anexo improvisado junto à sua casa, vai dando forma aos materiais que encontra – paus, pedras, conchas, antenas parabólicas, tambores de máquinas de lavar roupa – transformando-os em peças inusitadas, que refletem a sua personalidade divertida e jocosa. Cobras e diabos, macacos e flamingos, namorados e trepadores de coqueiros, freiras e pescadores, crocodilos e gatos pretos, aviões e helicópteros – são alguns exemplos do imaginário de Joaquim Pires. Vale a pena passar em frente à sua casa-ateliê na estrada de Darque, já que as suas figuras expostas no exterior compõe um cenário carnavalesco e exuberante, cheio de cor, que não deixa ninguém indiferente. Ao contrário da maioria dos artistas populares ou outsiders, a obra de Joaquim Pires tem sido alvo de atenção por parte de artistas contemporâneos, entrando em ciruitos artísticos mais institucionais: já expôs no espaço da Oficina Arara, no Atelier Logicofobista, no Porto, e nas Bienais de Gaia e Cerveira.