ROSA CÔTA

Nascida em 1901 numa freguesia de barristas (Galegos - Sta. Maria, Barcelos), Rosa Faria da Rocha veio a tornar-se num dos maiores nomes do figurado de barro da região, igualando a importância de Rosa Ramalho, Ana Baraça e Mistério. Filha de Domingos Côto – a quem alguns atribuem a criação do famoso galo de Barcelos – Rosa “Côta” cresceu no meio do barro, começando a construir algumas peças ainda em criança. Casou aos 20 anos com Eduardo “Percina”, um ceramista conceituado, e ambos participavam na produção das suas peças: ele fazia o cabaço (molde) e ela acrescentava os membros, o rosto e a ornamentação. É, contudo, a sua forma de pintar com cores fortes, bem como a criação de figuras excêntricas (reproduzidas depois pela sua filha Júlia Côta) que identificam claramente as suas peças, distinguindo-as das demais.  
Faleceu em 1983 com 81 anos, e o seu legado vive nas mãos de sua filha Júlia, que deu continuidade à tradição familiar.

Fotografias cedidas pelo Arquivo Fotográfico do Museu de Olaria de Barcelos.